O ponto de partida real em Patos
| O que já existe | Consequência para o produto |
|---|---|
| 240 câmeras em 140 pontos, segundo publicação oficial de 2026 | O primeiro passo é inventariar quais delas servem ao caso de mobilidade; não comprar câmeras. |
| Central/estrutura de videomonitoramento já opera para segurança | Não propomos outra parede de monitores nem outro streaming para substituir o atual. |
| Semáforos inteligentes estão em fase experimental em pontos da cidade | Há decisões reais de mobilidade que podem ganhar baseline e antes/depois. |
| Na conversa com a equipe, o diretor apontou falta de capacidade para tratar a massa de dados | Nosso problema é transformar vídeo existente em medida útil e auditável. |
Fonte oficial das 240 câmeras / 140 pontos ↗ · Semáforos inteligentes experimentais ↗
1 · Janela que queremos analisar
2 · Capacidade medida do worker
Como ler o resultado
Não precisamos chegar a RTF ≤ 1. Se uma hora de vídeo levar duas horas para processar, isso ainda pode atender perfeitamente um relatório diário, uma medição semanal ou um estudo antes/depois. Tempo real só vira requisito quando uma decisão concreta exigir.
| Métrica | Uso |
|---|---|
| Horas de vídeo/mês | volume bruto que já existe na fonte e que escolhemos analisar. |
| Frames analisados | carga real do detector; mudar FPS altera custo e pode alterar qualidade. |
| Horas de processamento | quanto tempo computacional a agenda escolhida exige. |
| RTF | tempo de processamento ÷ duração do vídeo. É a métrica central para dimensionar hardware/SLA. |
| Cópia permanente de vídeo | 0 GB por arquitetura padrão. Se houver exceção, ela precisa de justificativa e política própria. |
3 · Primeiro inventário técnico
- Qual VMS/NVR/DVR armazena cada grupo de câmeras?
- Qual é a retenção real por grupo?
- Há playback, RTSP, ONVIF, SDK, API ou exportação?
- Qual resolução, FPS e codec?
- Podemos rodar um worker na mesma rede/central?
- Existe CPU/GPU disponível sem afetar a operação?
- Como autenticar o worker sem ampliar a superfície da rede de câmeras?
- Quem autoriza a análise e quem acessa os resultados?
4 · Câmera com pouca retenção
Ela pode ser uma ótima candidata inicial. A resposta não precisa ser “vamos guardar o vídeo em outro lugar”. Pode ser:
- agendar a janela antes da sobrescrita;
- processar na própria central/rede;
- persistir apenas as medidas, modelo, parâmetros e proveniência;
- se necessário, guardar apenas evidência excepcional sob regra explícita.
5 · Custos que entram
- inventário e integração;
- calibração/ground truth;
- capacidade computacional, somente se a existente não bastar;
- licença do backend de visão, se aplicável;
- segurança, credenciais e auditoria;
- governança/LGPD;
- suporte, monitoramento e revalidação;
- análise humana/relatório quando contratados.
6 · Custos que não presumimos
- câmera nova;
- novo CCO;
- novo streaming paralelo;
- segundo armazenamento permanente de vídeo;
- operação 24×7 de segurança pública;
- substituição do VMS existente.
Se algum deles se mostrar necessário no inventário, vira uma decisão explícita — não uma premissa escondida.
Modelo econômico que faz sentido agora
| Fase | O que entregamos | O que mede o custo |
|---|---|---|
| Diagnóstico técnico | inventário de uma fonte/central + benchmark de uma janela + mapa de barreiras | horas técnicas + processamento medido |
| Piloto de evidência | poucos pontos, baseline, validação humana e uma pergunta concreta de mobilidade | integração + RTF/volume + calibração + governança |
| Operação | processamento recorrente e relatório/indicadores conforme SLA | volume real + recursos + suporte + licença + análise humana |
Preço por câmera pode existir comercialmente depois. Mas primeiro precisamos descobrir quanto aquela câmera realmente custa para integrar, processar e validar. A unidade econômica nasce do ambiente; não o contrário.
Critério de sucesso do próximo teste
“Este vídeo já existia nesta infraestrutura. Sem criar outro armazenamento e sem criar outro streaming, processamos X minutos em Y minutos, usando Z recursos, com erro medido E, e geramos estas medidas auditáveis.”
Quando conseguimos preencher X, Y, Z e E com um ponto real de Patos, temos a primeira base confiável para engenharia e preço.