Como trabalhamos, em qualquer frente
As frentes
A dor
Decisões de trânsito são tomadas e raramente conferidas. Quando há reclamação, falta número para sustentar ou rever.
A ação
Registrar cada intervenção com data e hipótese, contar o fluxo no ponto e nos vizinhos, e entregar o veredito em uma página.
Como se executa
- Leitura das câmeras que já existem: conta por tipo de veículo; a vedação de guardar imagem se define e se audita no piloto
- Painel com o histórico de cada ponto
- Relatório antes × depois
Até onde a resposta vai
Mede contagem e fila. Não explica sozinho a causa: aponta onde olhar. O erro da contagem é medido contra contagem manual e publicado.
A dor
Escolher onde agir primeiro sem um mapa que junte ocorrência, gravidade e cobertura.
A ação
Priorizar 12 zonas por gravidade e mostrar quanto cada cenário de câmeras cobre.
Como se executa
- 1.100 ocorrências reais com coordenada (dado aberto do Estado)
- Simulação de cobertura: 33 câmeras alcançam 25% das ocorrências; 94, metade; 357, 90%
Até onde a resposta vai
Ocorrência registrada não é todo o risco: o quase acidente não aparece. Posição de câmera na simulação é calculada, não é câmera que existe.
A dor
Compras pela internet cresceram; motos e veículos de entrega se concentram em poucos corredores e horários. Na base nacional, moto aparece em 30% dos sinistros da cidade.
A ação
Escolher um corredor, contar motos e veículos de carga por faixa de horário, e testar uma medida: ponto de parada rápida, ajuste de semáforo ou janela de carga e descarga.
Como se executa
- Mesma leitura de câmera, separando moto e caminhão
- Conversa com quem entrega antes de propor
- Antes × depois no corredor e nas vias vizinhas, para não só empurrar o problema
Até onde a resposta vai
A câmera conta moto, não sabe se é entregador. A base de sinistros não traz profissão. Dizer "entregadores causam X%" não é possível com o dado de hoje.
Veja funcionando
Mesa de controle: teste uma intervençãoA dor
Todo mundo entra e sai na mesma hora. O pico dura pouco e trava tudo.
A ação
Convidar 3 a 8 grandes empregadores e escolas a deslocar a entrada em janelas de 5 a 15 minutos, por duas semanas, e medir.
Como se executa
- Lista de horários reais de turno (pedida às empresas)
- Simulador mostra a ordem de grandeza antes de pedir o esforço
- Contagem nas vias de acesso antes e depois
Até onde a resposta vai
O modelo é simples de propósito: não calcula capacidade de via. Serve para decidir se vale testar, não para prometer o ganho.
A dor
Desnível, rampa que falta, travessia longa. Hoje não há mapa disso, então não entra em nenhuma decisão.
A ação
Mapear um quarteirão do centro por vez, a pé, com o celular; contar pedestres nas travessias pelas câmeras; priorizar as 5 travessias mais difíceis.
Como se executa
- Levantamento a pé com agentes de trânsito ou voluntários
- Contagem de pedestre por câmera (pessoa é contada, não identificada)
- Pessoas com mobilidade reduzida testando o resultado
Até onde a resposta vai
O dado de calçada não existe: tem que ser colhido. Sem ele, qualquer rota acessível é chute.
A dor
A cidade sabe onde trava, mas não tem como pedir ajuda a quem circula.
A ação
Começar por entregadores e motoristas de carga: adesão voluntária, rota alternativa sugerida, créditos por comportamento que ajuda, convertidos em desconto com parceiros.
Como se executa
- Dentro do aplicativo que a cidade já tem, se a adesão a ele permitir; senão, por um link simples
- Localização ligada pela própria pessoa, só durante a jornada
- Medir se o fluxo caiu no corredor e se não subiu no vizinho
Até onde a resposta vai
Depende de adesão, e adesão a aplicativo público costuma ser baixa. Não conhecemos o número de usuários do aplicativo da cidade. Por isso vem depois, e só se o piloto mostrar que a contagem funciona.
Veja funcionando
A ideia no hubA dor
Tempo parado em fila e quilômetro rodado vazio comem o ganho do dia.
A ação
Simular duas escolhas no mesmo turno e mostrar quilômetros vazios, tempo total e saldo por hora, variando chuva, saída de evento e excesso de motoristas no mesmo ponto.
Como se executa
- Estende a mesa de controle que já existe; não é aplicativo novo
- Premissas visíveis: consumo, preço do combustível, tempo disponível
Até onde a resposta vai
É simulação. Não há integração com plataformas nem dado de demanda real. Ganho financeiro só se afirma com piloto voluntário que meça deslocamento vazio e saldo por hora.
Veja funcionando
Mesa de controleO que sustentamos em qualquer frente
- Sem rosto, sem placa. Conta tipos de veículo e pessoas; não identifica ninguém. Como isso é garantido no piloto se define e se audita com a cidade.
- Todo número diz de onde veio: medido, simulação ou dado inventado para demonstrar.
- A máquina sugere; quem decide é gente. Nenhuma ação na via é automática.
- "Não sabemos" é resposta válida. Quando o dado não sustenta, o veredito é "dados insuficientes".
- Entramos para resolver, não para instalar. Se a primeira ação não funcionar, registramos o porquê e tentamos outra.